Estamos ambos sentandos à mesa,
Mas somente você espera
Pelo quieto comensal que não viria.
Mesmo posto seu prato
E anunciado seu nome,
A cadeira permaneceria vazia.
A sinfonia das moscas
Não exime ninguém.
Minhas parvas palavras
Foram todas emudecidas.
Nosso silêncio é tão desigual!
Dos pratos, só restam os cacos.
Da comida, apenas esporos.
A toalha foi por traças desfeita,
Mas os talheres permanecem
Em rijas mãos atentos.
O contido desejo de destruir
É o fundamento secreto
De toda a gastronomia.
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