Como é sem graça
o beijo das traças,
vozes e vultos
assombram o meu violão.
Uma luz diferente
reluz sobre meus dentes
em meio à pompa
e toda circunspenção.
"Irmãos venham aqui,
eu vos reuni
para ensaiar
meu mais novo sermão."
É tudo água
ou apenas mágoas
ornando o vazio
entre o ceú e o chão?
São tão sem graça
essas nossas farsas,
do amargo vinho
ao dormido pão.