quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Penas

Ao alto,
com as mais hercúleas pretensões.

Desacelera, porém, e
pende suspensa
por um breve
momento
antes
da
q

u


e



d




a

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

E se tudo fosse um jogo no qual as peças são todas guardadas ao final? 
E se as palavras não tivessem peso e fluíssem indissolutas
de nossos mais amargos âmagos aos nossos melhores e mais amados?

Como seria ser exposto
pelo que se é ou pelo que se pensa
ao invés do fino verniz cultivado pelo costume?

Como seria ter as nossas entranhas expostas
na realidade gutural do que são
ao invés de ocultas na leveza imprecisa
do que os sentimentos pensam ser?

Existe algo primal no cerne de nossa humanidade
que luta e sobrepuja até o melhor de nós
quando nossa escuridão se torna demasiadamente profunda.

E se todo o rancor e a coragem
se amalgamassem em algo maior
do que jamais pensamos ser possível?

Como seria
poder encontrar no outro
um porto seguro
para nossas imperfeições?

Como seria
poder ser o espelho e a verdade
para os que não enxergam suas próprias faces?

E se abaixássemos nossos punhais?
E se desatássemos nossas grevas?
Entreguemo-nos então de forma serena e plena
ao melhor que existe dentro de cada um de nós.

A falta que os outros nos fazem
é o reflexo da falta que também lhes imputamos.

O amplexo vazio da solidão
não nos torna melhores.

Como criaturas sem criadores,
Nós não devemos nunca nos bastar.